sábado, 16 de outubro de 2010

"Pede pra sair, pede pra sair" Saiu!


Depois do sucesso com o primeiro filme da tropa, o segundo chega batendo recorde de bilheteria. Com 1,25 milhão de espectadores no seu primeiro fim de semana de exibição, Tropa de Elite 2 superou com folga "Chico Xavier" e "Nosso Lar"

Agora é bala! Um filme que em nível de efeitos especiais, trilha sonora, figurino, enredo e etc, se assemelha em muito aos filmes americanos de ação e drama - filmes bons, claro.Não é por acaso que Steven Spielberg quer comprar os direitos autorais de exibição do filme nos Estados Unidos.

No ano de eleição, o filme traz temas como corrupção, violência, drogas e justiça. Ao assistir o filme, em uma sala de cinema lotada, ouvi e vi aplausos do público em certas cenas do filme. Parecia mais que, há muito tempo, eles não viam cenas de justiça no cotidiano, ou nos filmes brasileiros. Mas por que nos filmes brasileiros? Ora, com tantos filmes de sexo, bandidos e pobreza, estava faltando um filme de ação, de polícia, de ordem. No filme tem palavrões, violência e corrupção! Mas no dia-a-dia do povo brasileiro, não é assim? Quando se lê um jornal, não é violência que encontramos? Quando se ouve uma batida de Funk, a letra não é pura promiscuidade misturada com libertinagem? Quando procuramos escolher um candidato para votar, não é dos sujos que queremos desviar? Aquela necessária vontade de por ordem na bagunça é o contexo do filme; os aplausos dos espectadores são o desejo de ver justiça sendo feita. O filme cumpre muito bem sua função de mostrar a realidade brasileira. Afinal de contas, "missão dada é missão cumprida"



terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quem procura acha


Uma realidade bem longe da qual o livro nos mostra. Nesse final de semana, participei de uma pesquisa com o objetivo de levantar informações sobre a preferência de marcas de bens e serviços na cidade de caruaru. Foi uma experiência interessante, tanto do fato de conhecer a cidade, como do fato de conhecer uma realidade distante do campo das ideias.

A cidade de caruaru é enorme, maior do que havia imaginado e conhecido. Como a pesquisa dividiu os bairros para os pesquisadores, pude desfrutar de conhecer um total de 5 bairros, onde todas as pessoas que ali moravam- as pessoas que eu entrevistei, claro- viviam com uma média de um salário mínimo por mês. Diante de casas de barro, casas de madeira desgastadas, com poucos móveis e pouca comida, mas com um número alto de pessoas e quase sempre pessoas bondosas, pude ver de perto o que é ser esquecido ou ignorado. As ruas quase sempre esburacadas; vias de barro; iluminação precária. Por mais que eu subisse e descesse ladeiras, por mais que entrasse em um novo bairro, parecia estar no mesmo lugar, na mesma situação...  parecia estar esquecido.

São aglomerados de casas e pessoas pobres. Esses bairros não têm nada para oferecer. Estão sujeitos a qualquer hora de serem riscados do mapa. Por mais que as pessoas dali continuem a consumir produtos, são produtos baratos e necessários. Não creio que uma família que sobreviva com um salário mínimo pode ser rendoso para o estado. Não creio também, que aquelas pessoas iletradas tenham capacidade de reivindicar melhorias para o bairro. São pessoas do interior, acostumadas com a vida simples, pessoas de grande coração, mas pouca informação. Torna-se lamentável ver que a cada garota, com 17 anos ou mais, já tem um filho, e não tem condições finaçeiras de cria-lo. Logo esses bairros vão aumentar, se tornarão cidades. Cidades pobres e até violentas. As futuras gerações, de alunos e leitores, terão uma grande decepção, ao ver um número tão grande de miséria no interior. Foi uma viagem de grandeza não só intelectual, mas de espírito.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Quando as torres caem


Não refiro-me às torres do jogo de xadrez, mas as torres de um jogo muito perigoso... a disputa de povos. Movidos pela religião e pela loucura, alguns grupos terroristas promovem atentados com o objetivo de serem ouvidos e chamar atenção. Creio que no dia 11 de setembro de 2001, eles conseguiram. Todo dia 11 de setembro lembro dos meus 11 anos de idade, sentado no chão da sala vendo desenhos animados, quando, de repente, a imagem muda. Tiram de mim a imagem colorida dos desenhos e mostram, para mim e ao mundo, a realidade da natureza humana.
Um avião se colide com um prédio monumental; fumaça faz parte da paisagem; gritos, junto à perguntas, são os sons de fundo de um acontecimento que ficará para sempre na história. É declarado aberto o progama Guerra ao Terror. O objetivo deste, não é apenas combater grupos terroristas, mas vingar-se de um povo. Vingança, contra os culpados ou não, é o único desejo dos americanos, pois seu ponto econômico fora destruído; sua segurança, violada; seu medo, aumentado. Os americanos sabem que as torres foram derrubadas, e é preciso proteger o rei. Torna-se, portanto, necessário mover os peões, os cavalos e os bispos. Torna-se, no final das contas, um aumento expressivo do número de mortos em diferentes locais do planeta.
A partir de agora, toda vez que se falar de terror, lembra-se do World Trade Center, da fumaça e do desespero. Para sempre, o dia 11 de setembro será um dia de luto. Meus pêsames aos que morreram nas torres, às famílias dos mortos e aos bombeiros, que morreram cumprindo a mais bela profissão... salvar vidas.

sábado, 11 de setembro de 2010

Meu 7 de setembro


O quadro, Independência ou Morte, de Pedro Américo, nos passa uma imagem irreal do "Grito do Ipiranga". Afirma-se que na ocasião desse episódio, D.Pedro usava uma roupa simples, estava acompanhado por poucas pessoas e montava uma mula. Essa ideia fantasiosa, que eu tinha do "Grito do Ipiranga", também tinha do desfile, ou parada militar, do 7 de setembro.

No dia da proclamação da independência, fui à parada militar - que nunca havia ido, apenas tinha acompanhado pela televisão. Antes de começar o desfile militar, tive de esperar umas vinte e poucas escolas, públicas e particulares, desfilarem. Num sol perfeito para uma praia, lá estava eu, apertado pela multidão que esperava pelos militares. Um tristeza. Ao começar o desfile logo percebi que não era aquela a imagem que tinha na minha cabeça, de uma parada militar. Para se ter uma noção do estado lamentável que esse evento se tornou, apenas um tanque de guerra fora usado; 3 jipes, alguns cães, um contigente de aproximadamente 3.500 militares e, soma-se a isso, uma rua estreita. Muito pouco! Muito pouco para o que eu esperava de um país tão grande e populoso. Espero, que num futuro próximo, as pessoas deem mais valor a esse evente e a essa data.
Por causa de alguns probleminhas com o PC, as postagens estão chegando agora.